Português
CODE
Ipea ao Vivo
Ipea Digital
Twitter
Blogs
Youtube
facebook
noticias
Imprimir
16/05/2012 21:02

Índice evidencia expectativa de desaceleração econômica

 

Sensor Econômico aponta previsões menos otimistas do setor produtivo em relação às estimativas do governo

O Sensor Econômico do segundo bimestre desde ano, lançado nesta terça-feira, na sede o Ipea, em Brasília, evidencia uma expectativa menos otimista e de desaceleração econômica por parte das entidades representativas do setor produtivo. Outros indicadores têm peso muito grande do setor financeiro, já o Sensor “complementa esses outros estudos, pois seu foco está no setor produtivo, nesta edição, referente aos meses de março e abril”, explicou o assessor chefe da Assessoria Técnica da Presidência do Instituto, André Calixtre.

A avaliação quanto à formação bruta de capital fixo (FBCF) mais expressiva para baixo denota uma preocupação da indústria em realizar aumentos dos investimentos na produção. O governo prevê que o setor produtivo aumente em 10% sua capacidade de investimento na produção, mas o percentual manifestado pelos respondentes foi de apenas 5,7%. Em contrapartida, a geração de empregos formais, segundo as entidades, será de 1,8 milhão este ano, patamar um pouco menos otimista do que os 2 milhões projetados pelo governo federal. Essa expectativa a respeito da geração de empregos formais permanece alta, o que demonstra estabilidade do emprego, um cenário diferente do que vinha sendo observado nos últimos trinta anos, segundo o apresentador do estudo, o técnico de Planejamento e Pesquisa André Viana.

As entidades consultadas esperam que o crescimento do PIB para 2012 seja de 3,2% ao ano (a.a.), número menor do que o esperado pelo governo, fixado em 4,5%. O mesmo comportamento foi registrado quanto à taxa de inflação, prevista em 5,1% pelos respondestes e em 4,5% pelo governo federal, mesmo com a taxa Selic em queda sistemática nos últimos meses, devido à estimativa geral de bom comportamento da inflação. A taxa está atualmente 9%, o mesmo valor previsto na consulta às entidades.

Câmbio

A projeção das entidades pesquisadas é de que a taxa de câmbio fique, ao fim do ano, em R$ 1,8 por dólar. Já a estimativa governamental é de que o valor seja de R$ 1,76. O dólar em alta alavancou as expectativas do setor produtivo com relação às exportações. As entidades que participaram do Sensor esperam que sejam alcançados US$ 268 bilhões este ano, 4 bilhões a mais que a expectativa anunciada pelo governo e também da expectativa registrada na edição anterior da pesquisa. Estão previstos US$ 247 bilhões em exportações.

Os componentes desta edição revelam até que ponto as expectativas do setor produtivo estão alinhadas com os acontecimentos recentes, principalmente relacionados às novas regras da poupança e às novas taxas de juros bancários. De acordo com Calixtre, a próxima ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) será um importante influenciador dos resultados da próxima edição do índice, com a qual será possível “fazer uma discussão mais apurada de como o setor produtivo está percebendo este primeiro semestre de 2012, que vem, até agora, acusando um crescimento persistentemente abaixo da previsão do governo”.

Leia a íntegra do Sensor Econômico segunda edição de 2012

 
 

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 2.5 Brasil.
Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
Expediente Portal Ipea