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17/10/2017 10:46

Livro discute produtividade das pequenas empresas e da informalidade no Brasil 

A publicação “Um Pirilampo no Porão” foi lançada na unidade do Ipea no Rio de Janeiro

Aconteceu na última terça-feira (17), na unidade do Ipea no Rio de Janeiro, o lançamento do livro Um Pirilampo no Porão: um pouco de luz nos dilemas da produtividade das pequenas empresas e da informalidade no Brasil. A obra, de Mauro Oddo com a colaboração de Graziela Ferrero Zucoloto, discute a complexa realidade das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) no Brasil.

O livro busca uma solução para o problema econômico envolvendo as empresas de pequeno porte no país. Um dos destaques é o crescente debate acerca das MPMEs no mundo e as mudanças ocorridas no segmento ao longo da última década.

Segundo Mauro Oddo, os avanços são evidenciados pelo aumento no número de políticas públicas e pela melhora no desempenho dos indicadores analisados pelas firmas de pequeno porte. Entretanto, as políticas adotadas ainda não deram conta de solucionar de forma efetiva os problemas causados pela elevada taxa de informalidade e semiformalidade.

Implicações da informalidade: menos inovação e produtividade
O aumento da informalidade nos últimos anos é um dos fatores que podem ter reduzido a produtividade das empresas menores. “O universo informal não é contemplado por políticas públicas, não oferece qualificação aos trabalhadores nem utiliza linhas de crédito. Isso reduz a possibilidade de a empresa inovar e desenvolver seus processos internos”, analisa o autor.

O conceito de “semiformalidade”
Mesmo as empresas regularizadas apresentam um alto grau de informalidade. Uma das contribuições da obra é debater o conceito de semiformalidade, que é o caso das companhias que fazem caixa dois ou não assinam a carteira de seus funcionários.

Segundo o autor, “a semiformalidade trata de empresas que, a despeito de serem formalmente estabelecidas (empresas com CNPJ), não incluem parte de suas operações em seus registros contábeis (transações realizadas sem a emissão do comprovante fiscal, ou nota fiscal) e/ou possuem em seus quadros trabalhadores sem contrato formal de trabalho (carteira de trabalho assinada). Essa forma de contratação passou a ser reconhecida como ‘trabalho informal’ pela OIT desde 2003”.

Entre 2009 e 2012, 53% dos lançamentos de produtos inovadores vinham de companhias de pequeno porte. O pesquisador destaca ainda que “a inovação não precisa ser algo necessariamente de alta tecnologia. Faltam soluções que atendam às necessidades nacionais”, comenta.

O pesquisador alerta ainda que, embora no setor haja muitos programas e entidades governamentais voltados às pequenas empresas, falta direcionamento dos projetos e há uma carência de dados para uma análise maior e mais completa.

 
 

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