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18/05/2018 15:32

Nova edição do boletim Radar analisa política comercial brasileira


A publicação trata da política tarifária aduaneira e da participação atual do Brasil no comércio internacional

A política comercial brasileira foi tema da edição de número 56 do boletim Radar: tecnologia, produção e comércio exterior. O documento foi produzido pela Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação e Infraestrutura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). São sete artigos com dois eixos temáticos principais: a política tarifária aduaneira e a participação atual do Brasil no comércio internacional.

Objeto de discussão em quatro artigos, as tarifas aduaneiras são aquelas que são cobradas para que um produto passe pela fronteira do país. Segundo as análises do professor associado da UERJ Honorio Kume no artigo As Tarifas Aduaneiras No Brasil São Excessivamente Elevadas?, a produtividade e a inserção brasileira nas cadeias globais de valor foram afetadas devido ao alto índice das tarifas aduaneiras aplicadas no Brasil. O entendimento veio por meio da comparação com as tarifas utilizadas por 32 países, classificados em grupos de renda baixa, média e alta.

As ideias apresentadas pelos autores no documento apontam para um consenso de que o Brasil precisa de uma revisão em sua política tarifária. Alguns dos fatores citados para justificar a necessidade de adesão a essa medida foram o alto índice das tarifas na atividade industrial, o fraco desempenho da produtividade econômica e a elevada proteção comercial, principalmente nos setores de bens de capital e bens de informática.

Pedro Miranda, também pesquisador do Ipea, lembra que a estrutura de proteção comercial brasileira ainda é inspirada nos anos 1990 e ressaltou que “o alto nível de proteção das importações praticado atualmente estaria colaborando para os elevados custos de produção do país e comprometendo seu nível de competitividade”.

Os especialistas indicam caminhos para uma reformulação na política comercial. Considerando a ideia de que a política comercial é uma política pública, Ivan Oliveira propõe a criação de uma agenda com medidas para redução de barreiras de importação de insumos intermediários e uma maior abertura que revise a proteção efetiva para os setores de bens de capital e bens de informática.

Já para Pedro Miranda e Marta Castilho, além dos efeitos sobre a produtividade, essa alteração tarifária deve considerar também os impactos sobre o dinamismo tecnológico dos setores, o mercado de trabalho, a infraestrutura social e a coesão regional.

Nesse cenário, César Araújo realça também a urgência na elevação do nível educacional da mão de obra brasileira. “O Brasil precisa elevar o patamar educacional de sua mão de obra para aproveitar as oportunidades de elevação da produtividade que o comércio internacional proporciona. Caso contrário, este processo significará problemas estruturais, como destruição de postos de trabalho, desemprego e fuga para a informalidade ou em direção a setores menos produtivos, não expostos à competição”, conclui.

 

 

 
 

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