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25/06/2018 09:00

Novo livro do projeto Fronteiras do Brasil tem como foco o arco Norte


A publicação é resultado de uma parceria entre o Ipea e o Ministério da Integração Nacional

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Ministério da Integração Nacional lançaram um novo livro resultante do projeto Fronteiras do Brasil: uma avaliação de política pública. A obra, Fronteiras do Brasil: uma avaliação do arco Norte, é fruto de uma oficina de trabalho realizada em novembro de 2016, em Boa Vista, Roraima. Participaram do evento representantes de instituições públicas e privadas de estados que integram o arco Norte e países que fazem fronteira com esses estados, como Guiana e Venezuela.

Na ocasião, 45 pesquisadores do Brasil e do exterior apresentaram pesquisas, realizaram discussões em grupo e atividades de campo com o intuito de conhecer as realidades das regiões fronteiriças, verificar as políticas públicas existentes e propor melhorias nessas políticas.

“O tema é relevante pelo tamanho do país, pela diversidade e complexidade que temos e ainda por ser pouco estudado”, afirma o coordenador do estudo e técnico de planejamento e pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur), Bolívar Pêgo.

O arco Norte foi escolhido para observação e debate devido à sua grande extensão e consequente complexidade em relação ao acesso à faixa de fronteira e também pela pouca efetividade das políticas públicas na região. Os tópicos discutidos incluíram questões ambientais, sociais, econômicas, indígenas e fundiárias, além de segurança, defesa e infraestrutura econômica.

Após as atividades em campo entre Bonfim e Lethem, na fronteira Brasil-Guiana, e outra entre Pacaraima e Santa Elena de Uairén, na fronteira Brasil-Venezuela, os pesquisadores observaram as demandas locais por melhoria em serviços públicos e recomendaram ações relacionadas a educação, formação profissional, saúde (DSTs, vacinação, amamentação), saneamento básico e preservação ambiental.

Bolívar Pêgo ressaltou que as ações consideram a ocupação adequada do território. “A palavra chave na fronteira é desenvolvimento. Queremos que a região fronteiriça seja território de desenvolvimento para as comunidades e que as vocações locais sejam valorizadas”, conclui.

Acesse o livro “Fronteiras do Brasil: uma avaliação do arco Norte”

Acesse o livro “Fronteiras do Brasil: diagnóstico e agenda de pesquisa para política pública”

 

 
 

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