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11/10/2018 15:35

Ipea reúne servidores para seminário sobre gestão de riscos no setor público


Desde a publicação da IN 01/2016, o assunto tem sido tratado sob vários aspectos, inclusive, com a participação da academia

Profissionais de diferentes órgãos e entidades do governo federal participaram, nesta quarta-feira (10), de um seminário sobre as perspectivas da gestão de riscos no setor público. Promovido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o evento integra uma série de debates sobre o assunto, realizados desde a publicação da Instrução Normativa Conjunta nº 01 de 2016, que regula a adoção de medidas para a sistematização de práticas relacionadas à gestão de riscos, aos controles internos e à governança no Poder Executivo federal.

De acordo com o chefe da Assessoria de Planejamento e Articulação Institucional do Ipea, Fábio Schiavinatto, a novidade desse seminário foi trazer ao debate o viés acadêmico, com a participação do professor do Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade de Brasília (UnB) Carlos Denner dos Santos. Ao acrescentar uma proposta mais reflexiva à mesa, Denner questionou os servidores sobre os motivos de a presença da gestão de riscos ser escassa na administração pública, ao mesmo tempo em que é tão fomentada no setor privado e em instituições financeiras.

Por sua vez, o chefe da Assessoria Especial de Controle Interno do Ministério do Planejamento, Rodrigo Fontenelle Miranda, apresentou a experiência prática de seu órgão de atuação. Além de explicar ao público as diferenças entre metodologias aplicadas à gestão de riscos, Fontenelle listou os principais desafios da implantação dessa política: a sensibilização da alta administração, o estabelecimento de uma agenda única, a diferenciação entre risco estratégico e risco crítico, a definição do proprietário do risco e o estabelecimento de indicadores.

Também presente no seminário, o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea Almir de Oliveira Junior afirmou que, de modo geral, é perceptível que as organizações estão se mobilizando e, com ritmos e riscos específicos, trabalhando para fornecer aos gestores públicos suporte sólido para a tomada de decisões, a fim de aumentar a responsividade no setor público. Em sua fala, o pesquisador também destacou a necessidade de análise do ambiente externo para gerar conhecimento sobre a posição dos agentes com poder de influenciar os objetivos, programas, projetos, as políticas e ações da organização, visando traçar riscos positivos e negativos.

No Ipea, a estratégia de implantação da política de gestão de riscos vem sendo realizada há mais de um ano, com coleta de dados e entrevistas em diferentes diretorias e setores. "Estamos na fase de consolidação dos riscos para, novamente, voltar a apresentar aos participantes. É um trabalho que vai render bons frutos ao comando do Ipea", avalia Schiavinatto, que coordena a introdução da gestão de riscos no instituto.

 
 

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