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19/11/2018 18:09

Estudo analisa a desigualdade a partir do mercado de trabalho no Brasil e na Índia


Dados foram apresentados em evento realizado pelo Ipea e pela Organização Internacional do Trabalho nesta segunda-feira (19)

No Brasil, a renda per capita da região mais pobre representa 36% da mais rica. Na Índia, 42%. Nos dois países, a taxa de pobreza é cinco vezes maior nas regiões mais pobres do que nas regiões mais ricas. As diferenças e semelhanças entre os dois países foram apresentadas no seminário Crescimento e Desigualdade: as Trajetórias Contrastantes de Brasil e Índia, realizado nesta segunda-feira (19), na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília.

No evento, realizado pelo Ipea e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), foi lançado o livro Growth and Inequality: The Constrasting Trajectories of India and Brazil, que traz informações de 1930 a 2016. Os autores do estudo, Alexandre de Freitas Barbosa, Maria Cristina Cacciamali – ambos da USP – e Gerry Rodgers, do Instituto para o Desenvolvimento Humano, de Nova Délhi, apontaram dados sobre as estruturas do mercado de trabalho, diferenças salariais e acesso ao emprego. Os pesquisadores também analisaram as desigualdades a partir das disparidades entre gêneros, regiões, castas, raças e acesso à educação.

Lenita Turchi, diretora de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, e Martin Hahn, diretor do Escritório da OIT no Brasil, abriram o evento, ressaltando a importância da parceria entre as duas instituições. Marcelo Medeiros, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea e mediador dos debates, destacou que ao comparar a experiência dos dois países, o estudo tira conclusões sobre as políticas que podem levar a um caminho de desenvolvimento mais equitativo.

Gerry Rodgers, do Instituto para o Desenvolvimento Humano, de Nova Délhi, apresentou dados da despesa corrente dos governos, investimentos e exportações de 1980 a 2010 no Brasil e na Índia. Rodgers também citou a participação na renda dos 10% mais ricos de 1980 a 2016. O autor informou que a queda da desigualdade no Brasil na década de 1990 coincidiu com o crescimento da desigualdade na Índia. No entanto, a parcela de renda dos 10% mais ricos no Brasil praticamente não mudou.

Quanto às similaridades entre os dois países, os pesquisadores destacaram que ambos se caracterizam por economias fechadas, processo de industrialização dirigida pelo estado com liberalização lenta a partir de 1980, além de uma expressiva informalidade, sobretudo na Índia. Outra semelhança é o acesso restrito ao mercado de trabalho: segundo sexo e castas, na Índia; e com discriminação por cor e sexo, no Brasil.

 
 

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