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06/09/2019 09:00

Ipea analisa as condições para o Brasil atingir metas do ODS 5


Objetivo definido pelos países-membros da ONU em 2015 diz respeito à igualdade de gênero e ao empoderamento de mulheres e meninas até 2030

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou um diagnóstico com os principais entraves existentes e as políticas públicas necessárias para o Brasil atingir as metas do quinto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que tem como enfoque "alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas" até 2030.

Os 17 ODS e suas respectivas metas foram firmados por 193 Estados-Membros da Organização das Nações Unidas durante a Cúpula de Desenvolvimento Sustentável da ONU,  em 2015. São nove as metas que compõem o quinto objetivo, entre elas, eliminar todas as formas de discriminação de gênero e de violência contra as mulheres, promover a divisão sexual igualitária do trabalho e garantir a participação plena de mulheres na área pública e em cargos de direção e criar um ambiente favorável ao empreendedorismo feminino, com acesso facilitado ao crédito.

Uma das pesquisadoras que esteve à frente do levantamento, Marcela Rezende, especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, destacou a complexidade do tema: "O Estado precisa ter um olhar holístico e transversal para as políticas públicas relativas às questões de gênero".

Na avaliação da pesquisadora, há grandes desafios para o país atingir as metas do ODS 5. "O Brasil avançou muito em alguns aspectos de promoção da igualdade de gênero, como é o caso da participação das mulheres na política, crescendo de 10% para 15% a quantidade de parlamentares mulheres na Câmara dos Deputados, com as últimas eleições", destacou Rezende. No entanto, ela chama a atenção para o fato de que, apesar desse aumento, o percentual ainda é muito aquém do que ocorre em outros países.

Outro exemplo diz respeito às políticas públicas voltadas para a saúde da mulher. No Brasil, o número de cesarianas na rede pública chega 55,4% dos partos realizados em 2016, percentual muito acima dos 15% recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo a pesquisadora, o país deve pensar políticas públicas multidisciplinares e transversais para fortalecer a participação das mulheres nas mais diversas áreas.

Acesse o estudo completo.

 
 

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