O Ceará apresentou o maior crescimento entre os estados pesquisados pelo Ipea. 74% das empresas cearenses praticam ações na área social. A construção civil foi o que apresentou maior acréscimo na participação social de suas empresas (142%)
A participação das empresas cearenses na área social cresceu 64%, passando de 45% em 1999 para 74% no ano passado. Os dados são da pesquisa "Ação Social das Empresas" realizada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) nas regiões Sudeste e Nordeste. O Ceará apresentou o maior crescimento entre os estados pesquisados.
No Nordeste, as empresas cearenses aparecem em segundo lugar entre as que mais se envolvem em ações sociais voltadas para a comunidade, perdendo apenas para a Bahia (76%). De acordo com a pesquisa, a participação social das empresas cresceu 35% no região, passando de 55% em 1999 para 74% em 2003. Já no Sudeste, o acréscimo foi mais discreto (6%), passando de 67% para 71% no mesmo período.
No Nordeste, o envolvimento privado das grandes empresas (mais de 500 empregados) em ações sociais subiu 49% (63% para 94%), entre 1999 e 2003. Entretanto, foi o aumento de 29% na participação das micro empresas (1 a 10 empregados) que determinou os bons resultados. Isso porque estas representam cerca de metade dos empreendimentos na região.
Com o novo índice de 94%, as grandes empresas nordestinas passaram a apresentar um comportamento semelhante ao das empresas de mesmo porte do Sudeste (96%).
Entre os setores econômicos, a construção civil foi o que apresentou maior acréscimo na participação social de suas empresas (142%). Mesmo assim, agricultura, silvicultura e pesca continuam na frente com o maior índice por setor de atividade econômica (86%).
Uma das novidades da segunda edição da pesquisa do Ipea foi a análise das ações sociais voltadas especificamente para o combate à fome.
Os resultados mostram que 100 mil empresas das duas regiões deram sua contribuição. A maior parte delas (70%) doou alimentos. As ações de combate à fome envolveram 31% das empresas nordestinas, superior à média do Sudeste (28%). No Ceará, esse índice ficou em 30%.
De acordo com o Ipea, o principal motivo alegado pelas empresas que não se envolveram em ações sociais foi a falta de dinheiro (53% no Sudeste e, 62% no Nordeste). A pesquisa analisou um total de 4.109 empresas com um ou mais empregados, sendo 2.077 no Nordeste.
Fonte: Diário do Nordeste
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