O governo federal vai expandir para o setor privado o programa que incentiva as empresas a adotar medidas que dão as mesmas oportunidades a homens e mulheres. Segundo a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, o Programa Pró-Equidade de Gênero, lançado em 2005, será aberto à participação de companhias privadas já na próxima edição, que começa a receber adesões em setembro.
Desde setembro de 2005, 16 empresas de grande porte e de diversos setores se inscreveram, e as ações desenvolvidas em decorrência da iniciativa já estão gerando mudanças dentro das corporações. Cada empresa define as medidas que vai adotar. Pode ser a flexibilização do horário de trabalho para que homens e mulheres possam cuidar dos filhos, por exemplo, ou a adoção de critérios que permitam que homens e mulheres tenham as mesmas chances nos processos de promoção.
Para participar do Programa Pró-Eqüidade de Gênero, as empresas devem preencher uma ficha de adesão e responder a um questionário. Após isso, devem elaborar um plano de ação para o período de um ano e apresentá-lo à secretaria. Ao final do prazo, um comitê de avaliação visitará a empresas para verificar se os objetivos foram atingidos. Se o resultado for positivo, a companhia poderá utilizar o selo Pró-Eqüidade de Gênero em campanhas e peças publicitárias. |