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Redução do consumo de energia e da emissão de poluentes através do uso de combustíveis alternativos, de lâmpadas fluorescentes e do melhor aproveitamento da iluminação natural. No lugar dos tradicionais equipamentos de ar condicionado, aparelhos que não usam gás CFC, nocivo ao meio ambiente e, do lado de fora, o asfalto é trocado por grama. E para promover o desenvolvimento da arte, da educação, da saúde, dos esportes e da geração de renda, parte do faturamento é destinado ao financiamento de projetos sociais.

Essas iniciativas que a princípio não combinam com a lógica capitalista da busca do lucro a qualquer custo vêm sendo adotadas por um número cada vez maior de empresas. Segundo a Pesquisa Ação Social das Empresas, realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com 9.978 empresas das cinco regiões do país entre 2000 e 2004, o crescimento de empresas privadas brasileiras que realizaram ações sociais em benefício de comunidades foi de 10 pontos percentuais, passando de 59% para 69%. Isso representa um total de 600 mil empresas que voluntariamente investiram R$ 4,7 bilhões em 2004, 0,27% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro daquele ano.

Mas por que tantas empresas passaram a investir em ações que ultrapassam os interesses privados? De acordo com o diretor de Responsabilidade Social da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Izalco Sardenberg, essas iniciativas mostraram-se vitoriosas sob todos os pontos de vista. "Há a visão de que a única função da empresa é gerar lucro para seus acionistas, mas ela está sendo combatida porque existe a compreensão de que o Estado não consegue resolver todos os problemas", afirma. Segundo ele, as empresas também entendem a participação na melhoria social como um benefício, já que desenvolvimento, crescimento e progresso resultam em mais consumidores.

Os fundos socialmente responsáveis são outra forma de medir o retorno das ações empresariais, conforme diz o diretor da Bovespa. "As empresas que têm preocupação expressiva com a responsabilidade social têm as ações mais valorizadas e atraem mais investidores", revela. Sardenberg explica que o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bovespa, criado em 2005, teve um desempenho muito bom este ano e chegou até a superar o principal índice da Bolsa, o Ibovespa: o primeiro rendeu 33,4%, até o último dia 20, enquanto que o segundo não ultrapassou os 30%. "Esse índice é uma tendência mundial, já existe nas bolsas de Nova Iorque, Londres e Joanesburgo, e tem mostrado uma performance superior às dos índices tradicionais. Isso porque os investidores buscam empresas bem administradas, que respeitam o consumidor, os funcionários e o meio ambiente porque avaliam que é essa que dá lucro", esclarece.

Já o estudo Monitor de Responsabilidade Social, realizado pela empresa de consultoria internacional Market Analysis, afirma que a mudança de atitude das empresas também é reflexo da exigência do mercado quando revela que, de 2002 a 2004, a expectativa do consumidor por uma postura mais ativa das empresas em relação aos problemas sociais do país saltou de 65% para 88%. A pesquisa entrevistou 800 pessoas em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Porto Alegre, Curitiba e Brasília em 2004. "A busca pelo lucro é legítima até porque se ele não existir a empresa fecha as portas, mas cada vez mais as empresas são cobradas por iniciativas como não poluir, não utilizar trabalho infantil e financiar projetos que transformem a realidade social", conclui Izalco Sardenberg.

Fonte: Jornal O Povo


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