Em entrevista ao Grupo Ação Social das Organizações, do site Mobilizadores COEP (www.mobilizadorescoep.org.br), Francisco Azevedo, representante da Fundação Avina para o Sudeste e Distrito Federal, fala sobre o crescimento da responsabilidade social no Brasil e comenta sobre a importância de o investimento social privado estar alinhado com políticas públicas para o desenvolvimento do país e para trazer bons retornos à sociedade.
Na entrevista, ele afirma que o movimento da responsabilidade social no Brasil teve um crescimento importante a partir do final dos anos 90, mas há regiões em estágios de desenvolvimento completamente distintos, o que dificulta a difusão de conceitos e práticas de responsabilidade social. Ele aponta como principais desafios "alinhamento de conceitos, pois ainda há uma certa confusão entre investimento social privado e responsabilidade social; interiorização do tema, uma vez que ele está presente principalmente nos grandes centros; e envolvimento de pequenas e médias empresas, porque ainda há um certo tabu em relação à prática da responsabilidade social nas empresas de menor porte".
Ao comentar a atuação dos governos a partir do crescimento do envolvimento privado em iniciativas sociais, ele afirma que "existem duas formas de encararmos o investimento social privado. Um deles, extremamente maléfico, é quando as empresas procuram atuar no vácuo, na ausência do governo, procurando substituí-lo. Isto pode gerar uma certa acomodação do governo e ele deixa de cumprir sua obrigação, piorando é claro sua atuação. Creio que o ideal ocorre quando o investimento social privado está alinhado com políticas públicas, e os programas e projetos sociais das empresas são implementados em parceira como governo e com organizações do terceiro setor. Uma parceira bem construída traz benefícios para todos, pois existe um troca de experiências enriquecedora e quem sai ganhando, além das organizações parceiras, é a sociedade", explica. Fonte: Mobilizadores COEP |