Amazônia tem projeto internacional para evitar desmatamento O primeiro projeto de REDD do Brasil em floresta nativa - a sigla que identifica redução de emissões por desmatamento e degradação das matas - saiu do forno nesta segunda-feira, em Washington, num acordo assinado entre a rede de hotéis Marriott International e o governo do Estado do Amazonas. Por este acerto, hóspedes dos 3 mil hotéis que a rede opera no mundo poderão neutralizar suas emissões de dióxido de carbono doando uma pequena quantia para que árvores da Amazônia continuem em pé. Não se trata de reflorestamento e nem envolve operações de crédito de carbono, o que dá ineditismo à iniciativa. Por um dólar a mais na diária, por exemplo, os hóspedes poderão neutralizar suas emissões de carbono da estadia - o diferencial da proposta é que ninguém vai plantar árvores para que isso aconteça. A garantia dos doadores é que suas emissões foram compensadas porque se evitou desmatar a Amazônia. (Valor Econômico, 11/04/2008)
Assentamentos terão 'crédito ambiental' Depois de impor um "arrocho ambiental" nas atividades de grandes e médios produtores na Amazônia por meio de restrições fundiárias, de crédito e até penais, o governo prepara medidas para frear o desmatamento ilegal da floresta em assentamentos de reforma agrária. Considerados um dos principais vetores da derrubada da Amazônia, os assentamentos rurais terão um programa de "crédito ambiental" para financiar a conservação da floresta em pé e a recuperação de áreas degradadas na região. (Valor Econômico, 10/04/2008)
O desafio da gestão ambiental na empresa Conciliar o crescimento econômico com a preservação ambiental já não é uma equação vista como inviável pelas empresas. Pelo contrário, muitas companhias perceberam que uma postura responsável em relação ao meio ambiente traz ganhos efetivos para o negócio. Essa mudança de atitude das empresas começou nos anos 80 e 90, influenciada pela pressão da sociedade que, diante dos desastres ambientais e alertas de cientistas em relação às ameaças dos desequilíbrios causados pelo homem na natureza se organizou para cobrar posturas responsáveis das empresas em relação ao meio ambiente. A princípio as companhias adotaram uma posição reativa em relação a essas questões, mas com o tempo a gestão ambiental deixou de ser vista como custo ou risco e passou a ocupar uma posição estratégica no negócio. (Gazeta Mercantil, 08/04/2008)
Sinais verdes do Cerrado A segunda maior formação vegetal do país, menor apenas que a Floresta Amazônica, possui 12 mil espécies de plantas. A informação faz parte de um levantamento inédito, feito ao longo de 20 anos por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), da Embrapa e do IBGE. Há dez anos, o mesmo grupo estimava que o bioma possuía cerca de seis mil espécies vegetais. Além de comprovar a riqueza biológica da região, o trabalho - que vai virar livro e CD interativo - deve se transformar numa ferramenta para os esforços de preservação da região, a mais ameaçada por atividades agrícolas desordenadas. (O Globo, 08/04/2008)
BicBanco é o banco médio mais sustentável da AL, diz relatório Os principais bancos médios do País estão utilizando, cada vez mais, critérios de sustentabilidade para expandir seus negócios em um nicho muito competitivo, que só no ano passado foi responsável por dez aberturas de capital. Um exemplo desse movimento é o BicBanco, cujo IPO (oferta pública inicial de ações) ocorreu em outubro de 2007. A instituição, que completa 70 anos em 2008, foi considerada o banco médio mais sustentável da América Latina. A posição foi alcançada em um levantamento elaborado pela Management & Excellence (M&E), consultoria espanhola especializada em elaborar estudos sobre o tema. (Gazeta Mercantil, 08/04/2008)
Responsabilidade social interna O mercado brasileiro já conta com empresas que acreditam na importância do desenvolvimento pessoal de seus quadros. Nenhum empresário com o qual a Razão Social conversou disse estar arrependido em criar facilidades dentro do prédio da própria companhia, possibilitar cursos, aumentar a licença maternidade, oferecer melhores planos de saúde ou, até, compartilhar a posse das ações da empresa. (O Globo, 07/04/2008)
Uma pequena sustentável Aos 21 anos, Josseni Cordeiro Alves, que trabalha desde os 17, pegou empréstimo pela primeira vez na vida. Em vez de ir a um banco, no entanto, ele recebeu o dinheiro - R$ 300 - do caixa da empresa onde é auxiliar de montagem. A Hidropartes Comercial Ltda, em Macaé, no Norte Fluminense, onde Josseni trabalha, tem 17 funcionários. Cortando o desperdício e mudando procedimentos, a microempresa reduziu custos e, com o dinheiro que sobrou, pôde abrir, em 2007, a linha de microcrédito para seu pessoal. Para este ano, mais novidade: será construída uma "sede sustentável", com uso mais racional de energia elétrica e água. (O Globo, 07/04/2008)
A sustentabilidade como uma medida para o lucro A conscientização de que uma empresa não encontra mais espaço para crescer nos dias de hoje sem se preocupar em adotar práticas sustentáveis parece estar se consolidando de forma definitiva na sociedade. No último dia 26, empresários, membros de governos e representantes de movimentos sociais se reuniram, no Rio, para a abertura do Ciclo de Encontros sobre Sustentabilidade e Gestão Responsável, o Sustentável 2008. Foi o primeiro dos cinco encontros que estão programados para o ano, e o tema escolhido para a abertura foi justamente 'Lucro x Sustentabilidade'. (O Globo, 07/04/2008)
O poder da demanda social Edson Schiavotelo: A primeira coisa foi adotarmos uma política de transparência total. Nós somos uma empresa muito transparente, não falamos uma coisa para depois fazer outra. E estamos sempre dispostos a conversar. Não podemos deixar nada pendente, nunca. Não podemos deixar ninguém dormir sem ter uma resposta positiva ou negativa. Carlos Miranda: Quando eu cheguei nesse empreendimento, 75% dele já estavam prontos. E o que eu aprendi foi o seguinte: uma obra de engenharia é planejada muito antes, com estudos de viabilidade. Mas do lado social as coisas acontecem no dia-a-dia porque não tem planejamento, você não sabe quem são os seus clientes. Não sabemos nem direito a área atingida pelo reservatório, só quando demarcamos. (O Globo, 07/04/2008)
Atitudes descasadas Mesmo lidando com uma cobrança ainda incipiente por parte da população, os empresários brasileiros acreditam que as ações de responsabilidade social e ambiental serão definitivas para a decisão de compra futura dos consumidores. Aumentou a consciência das empresas de que o tema será cada vez mais importante, segundo demonstra uma pesquisa do Ibope. Em 2005, 63% dos executivos concordaram que os programas de responsabilidade social pesavam na escolha das marcas. Em 2007 saltou para 78% o percentual de empresários. Segundo Fernando Rosseti, secretário-geral do Gife, associação que reúne 111 organizações socialmente responsáveis, no futuro a responsabilidade socioambiental será fundamental na hora de decidir uma compra, em função do aumento do desenvolvimento dos produtos que passem a oferecer tecnologias semelhantes. 'Cada vez mais o que vai definir a escolha por um produto vão ser os valores intangíveis, relacionados à ética das empresas e suas relação com a comunidade', afirma. (Correio Braziliense, 06/04/2008)
Consumidor ignora investimentos sociais O assunto ainda é novo para os empresários e quase desconhecido dos consumidores brasileiros, mas as ações de responsabilidade social e ambiental consomem cada vez mais recursos das companhias nacionais. No ano passado foram gastos R$ 1,15 bilhão, 15% a mais que em 2006, segundo levantamento feito entre 111 empresas, institutos e fundações pela rede GIFE, associação que reúne organizações que investem socialmente. O interesse das empresas se deve a uma concepção já vivenciada em países desenvolvidos de que esse será o grande diferencial dos produtos em um futuro próximo. Mas a forma como os executivos brasileiros destinam os recursos ainda é muito criticada e poucos consumidores prestam atenção nas políticas socioambientais na hora de comprar. (Correio Braziliense, 06/04/2008) |