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A nova maneira eco-eficiente de ser das empresas
Uma nova geração de empresas que valoriza a maneira "eco-eficiente de ser" exibiu seus produtos na Feira de Tecnologias Socioambientais, que aconteceu, de 16 a 20 de outubro, em Belo Horizonte.

Uma empresa oferece serviço de reflorestamento para áreas afetadas por erosão, outra assessora fábricas para neutralizar suas emissões de carbono, e uma terceira contrata um laboratório ambiental para avaliar danos ecológicos. É a nova geração que valoriza a maneira "eco-eficiente de ser". Estas companhias exibiram seus produtos na Feira de Tecnologias Socioambientais, que aconteceu, de 16 a 20 de outubro, em Belo Horizonte, paralelamente à VII Conferência Latino-americana sobre Meio Ambiente e Responsabilidade Social, organizada pela consultoria Ecolatina para combater a mudança climática na região.

Ronaldo Gusmão, coordenador da conferência Ecolatina, explicou que quando a iniciativa surgiu em 1998, seguindo as sugestões da Eco-92 ou Cúpula da Terra, "a questão ambiental passava mais pelos governantes e pela militância ecológica", enquanto a sociedade e o setor privado pareciam apáticos. "Nessa época, falar a um empresário sobre responsabilidade ambiental ou social era uma má palavra", recordou. Hoje, porém, a situação e muito diferente.

De acordo com ele, depois de uma década em que os empresários "começaram a reagir apenas para cumprir as legislações ambientais", se deram conta de que a sociedade também começava a exigir-lhes respostas sobre a questão da preservação. "Antes, as empresas tinham licença ambiental, mas não da sociedade", sintetizou.

Outros fatores, segundo o coordenador da Ecolatina, contribuíram para essa conscientização. Gusmão cita como exemplo o "Informe Nichoas Stern", do economista britânico Nichoas Stern, que antecipou que as empresas enfrentariam normas ambientais cada vez mais rígidas, teriam de utilizar tecnologias para reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa e deveriam saber lidar com novos hábitos de consumo. Segundo Gusmão, assim como no passado a Revolução Industrial rompeu o modelo de produzir mais, hoje o novo paradigma é contra a revolução industrial.

Tal controle pode ser exemplificado pelos comitês de recursos hídricos, que são formados por comunidades ribeirinhas, empresas e representantes de governos estaduais ou municipais. Diante de um determinado problema ambiental do rio - como a contaminação causada pelos resíduos despejados por uma fábrica, pela seca ou a presença de lixo domestico jogado pelas pessoas -, o comitê se reúne, estabelece um plano de ação e o executa com os recursos obtidos por seu órgão gestor. Somente em Minas Gerais existem 32 comitês deste tipo.

"As empresas começaram a perceber que a água é um bem que utilizam e que começa a escassear", disse Gusmão, citando o caso da cervejaria Kaiser, que integra o Comitê do Rio Piracicaba, em São Paulo, porque está consciente de que, se o rio secar ou for contaminado, acabará a matéria-prima com que trabalha, que é a água. Essa é uma prática cada vez mais comum e que o Serviço Brasileiro de Assistência à Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) começa a estimular entre seus associados.

Paulo Alvim, gerente de meio ambiente do Sebrae, diz que as empresas "percebem que precisam transformar em oportunidade o que antes era um problema" (a legislação ambiental). Do ponto de vista empresarial, Alvim afirma que o diferencial ecológico, hoje de responsabilidade social, "começa a ser uma estratégia de marketing interessante", porque "a demanda ambiental por parte dos consumidores é cada vez maior". Com exemplo desse "diferencial de marketing", menciona o caso de um restaurante que hoje se preocupa em mostrar como funciona sua cozinha, que não deixa lixo na porta, e oferece um sopão a uma comunidade de baixa renda próxima.

Fonte: Envolverde (http://www.envolverde.com.br/ ), com base em matéria de Fabiana Frayssinet.


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