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Brasil e Reino Unido trocam experiências em Comércio Justo
 

Com 30 anos de experiência, os países do continente europeu são referência mundial no modelo de comercialização justo, transparente e democrático. No Brasil, o conceito de Comércio Justo ainda é novo, mas ganha destaque e apoio de grandes organizações e entidades públicas e privadas. Em dezembro, a coordenadora nacional do programa pelo Sebrae, Louise Machado, esteve no Reino Unido para conhecer experiências aplicadas lá e apresentar o que é feito no Brasil.

Durante cinco dias, Louise participou de conferências, palestras, debates e visitas a empresas e lojas especializadas nos mais diversos segmentos. Ela também esteve em cidades que aplicam o conceito. Nos encontros, realizados na sede da Fairtrade Foundation, em Londres, foram discutidos temas como responsabilidade social corporativa, o produto do comércio justo como categoria convencional, compras governamentais, aplicação dos princípios em municípios, estratégia de promoção e o impacto do conceito na sociedade, entre outros.

No Reino Unido, 212 cidades reconhecem e adotam o Comércio Justo e outras 244 estão em processo de reconhecimento. "Lá a estratégia é de base. É o consumidor consciente e responsável quem articula e sensibiliza o governo e a alta administração", explica Louise. Durante as reuniões das quais participou no Reino Unido, a coordenadora do Sebrae Nacional foi informada que na França existem mais de 100 cidades sensibilizadas com o tema. Porém, o programa francês tem uma abordagem diferenciada, que aposta primeiro na conscientização das administrações públicas para, por último, engajar a população.

De acordo com Louise, um dos projetos de maior sucesso para o alcance dos critérios do Comércio Justo na Europa é a campanha de marketing utilizada. Na cidade de Hull, Inglaterra, por exemplo, a estratégia é envolver a mídia, artistas, políticos e autoridades locais na disseminação do conceito e abertura de canais de mercado. Segundo ela, a propaganda com personalidades famosas oferece mais visibilidade e fortalece as ações nas comunidades, que passam a buscar mais apoio junto ao poder municipal.

Depois das reuniões, diversas empresas européias demonstraram empatia pela cultura e produtos brasileiros. Uma delas, a Marks & Spencer, manifestou particular interesse em comprar produtos nacionais, especialmente frutas, nozes e castanhas, produtos à base de soja e algodão orgânico. Até o dia 15 de janeiro de 2007, o Sebrae estará recebendo uma lista de demanda dos produtos brasileiros de interesse das empresas européias que comercializam dentro dos princípios do Comércio Justo.

Para a coordenadora, de modo geral as experiências foram extremamente enriquecedoras e a avaliação é de que a maturidade do mercado europeu servirá de base para a criação de estratégias de difusão e aplicabilidade do Comércio Justo e Solidário no Brasil. "Foi uma grande experiência conhecer a dinâmica da economia internacional e entender a necessidade de se aplicar e difundir o conceito no nosso País", ressalta.

A partir de março de 2007, será veiculada no Canal Futura uma série especial sobre casos de 20 produtores e empresas que atuam dentro do conceito e dos princípios do Comércio Justo no País. Os vídeos, lançados pelo Sebrae, em parceria com a TV Futura e o Fórum de Articulação do Comércio Ético e Solidário (Faces do Brasil), apresentarão o conceito a milhares de produtores, compradores e consumidores.

Comércio Justo

O Comércio Justo é um sistema adotado mundialmente para garantir melhores condições de troca para produtores em desvantagem comercial. Esse sistema valoriza produtos feitos dentro de princípios como respeito ao meio ambiente, condições dignas de trabalho e inclusão social. O sistema procura criar condições para a inclusão econômica e social de pequenos produtores com capacitação e informação. Nele são respeitados também princípios como uma relação comercial transparente, remuneração adequada, preço justo, desenvolvimento sustentável e respeito à legislação e normas nacionais e internacionais.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

 


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