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Plataformização no Brasil
Trajetórias setoriais contrastantes em uma economia digital periférica
Publicado em 30/06/2026 - Última modificação em 26/06/2026 às 13h23
Em 2024, 81% dos brasileiros utilizavam plataformas de redes sociais e 46% faziam compras online. No mesmo ano, 89% das empresas locais mantinham perfis em redes sociais e 62% comercializavam produtos por meios digitais. Destas, 22% utilizavam marketplaces (plataformas digitais que conectam vendedores e prestadores de serviços a consumidores em um único ambiente); 42% realizavam vendas por meio de redes sociais; e 81% recorriam a plataformas de mensagens, conforme dados do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br).
Embora muitas empresas brasileiras tenham adotado modelos de plataforma — ao lançar suas próprias plataformas digitais —, o controle das principais plataformas no país ainda está majoritariamente nas mãos de grandes empresas estrangeiras. O grau de participação estrangeira, no entanto, varia de forma significativa entre os setores, refletindo diferentes barreiras tecnológicas, dinâmicas competitivas e trajetórias históricas de desenvolvimento de mercado.
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O pesquisador Tulio Chiarini, analista em ciência e tecnologia do Centro de Pesquisa em Ciência, Tecnologia e Sociedade do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (CTS-Ipea), debruçou-se sobre essas trajetórias por meio de um estudo comparativo de dois setores que ilustram padrões contrastantes de plataformização no Brasil: mecanismos de busca e marketplaces de comércio eletrônico.
Enquanto o mercado de buscas se concentrou rapidamente sob o domínio de uma única plataforma global, o setor de marketplaces apresenta uma configuração mais plural, marcada pela presença de concorrentes nacionais e estrangeiros. Ao comparar esses setores, o estudo busca mostrar como diferentes dinâmicas competitivas influenciaram o surgimento, a consolidação e/ou o deslocamento de plataformas domésticas em um país de renda média como o Brasil.
O estudo “Plataformização no Brasil: trajetórias setoriais contrastantes em uma economia digital periférica” foi publicado na Revista Eletrônica Internacional de Economia Política da Informação da Comunicação e da Cultura (Eptic), vinculada aos Programas de Pós-Graduação em Comunicação e em Economia da Universidade Federal de Sergipe.
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