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Atlas Econômico permite explorar cadeias produtivas das 27 Unidades da Federação brasileiras

Plataforma mostra como a economia funciona em cada estado, possibilitando planejar investimentos, identificar setores-chave e compreender impactos da Reforma Tributária

O Atlas Econômico, plataforma desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com a Receita Federal do Brasil (RFB), traz informações sobre o encadeamento entre setores econômicos das 27 Unidades da Federação brasileiras, permitindo identificar setores-chave, direcionar investimentos e planejar políticas de desenvolvimento.

O Atlas é composto por Tabelas de Recursos e Usos (TRUs), Matrizes de Insumo-Produto (MIPs) e de Absorção de Investimentos (MAIs), que são ferramentas usadas para entender como os diferentes setores de uma economia se relacionam. Além dos dados, que podem ser baixados, a ferramenta traz simulações e análises que ajudam gestores na tomada de decisão.

O projeto também conta com a participação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que contribuiu com a compreensão dos conceitos e origem dos dados de contas nacionais e regionais. A partir desses conceitos, a RFB e o Ipea utilizaram os registros administrativos fiscais (NFe) para transformar dados fiscais em informações econômicas regionais, aderentes àquelas que o IBGE estima e divulga no nível nacional. Além disso, o Ipea desenvolveu metodologia que combinou esse novo e inédito conjunto de dados com outras informações públicas sistematicamente divulgadas pelo IBGE.

Na prática, trata-se de um mapa de como funcionam as transações entre atividades econômicas dentro do país. Nas análises de multiplicadores, por exemplo, é possível estimar o que acontece com a economia se a demanda final por determinado setor aumentar em R$ 1. Assim, é possível saber o quanto cada RS 1 demandado em um setor como construção civil ou educação traz de retorno em empregos, PIB, produção e arrecadação de impostos.

A plataforma também permite identificar para onde vão e de onde vêm os bens de capital decorrentes de um investimento, por estado e por atividade econômica. Ou seja, o quanto um investimento na agricultura do Pará, por exemplo, beneficia locais como São Paulo ou Mato Grosso, que são fornecedores dos bens de capital necessários à realização deste investimento.

Outra possibilidade oferecida pelo Atlas é identificar quais são os setores-chave da economia, aqueles em que o investimento traz mais impacto, por que consomem e ofertam insumos para grande quantidade de setores, e o que acontece com a economia se um setor for hipoteticamente extraído. Ele mostra, por exemplo, que, sem o setor de comércio, a produção total da economia brasileira seria cerca de 16% menor.

No total, as análises econômicas abarcam 68 atividades e 128 produtos, com diferentes fontes de informação, garantindo o sigilo fiscal.

Reforma Tributária

Além das análises já disponibilizadas na plataforma, os dados oferecem a possibilidade de desenvolvimento de estudos variados sobre políticas tributárias, incentivos fiscais, desenvolvimento regional, entre outros, e poderão ajudar a compreender os impactos econômicos associados à transição para o novo sistema IBS/CBS.

Os dados do Atlas Econômico são referentes a 2018. Até o final do ano, serão incluídas as informações de 2019, 2020 e 2021 e, à medida que novas versões das Contas Nacionais e Contas Regionais forem divulgadas pelos órgãos oficiais, elas serão atualizadas e incorporadas à plataforma. Futuramente, há intenção de adicionar dados municipais.