INDICADORES E CAPACIDADES INSTITUCIONAIS NA INTERSEÇÃO SAÚDE-AMBIENTE

O ÍNDICE DE SAÚDE AMBIENTAL INFANTOJUVENIL COMO DISPOSITIVO DE AÇÃO PÚBLICA INTERSETORIAL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.38116/ppp71art10

Palavras-chave:

saúde ambiental, crianças, indicadores, intersetorialidade, políticas públicas

Resumo

O artigo apresenta o Índice de Saúde Ambiental Infantojuvenil enquanto ferramenta estratégica para fortalecer as políticas públicas de saúde e meio ambiente no Brasil. Em um contexto de desigualdades territoriais e exposições ambientais que afetam desproporcionalmente crianças e adolescentes, o índice oferece indicadores organizados em três dimensões – Exposição, Contexto e Saúde – permitindo identificar vulnerabilidades e orientar políticas públicas mais equitativas e integradas para cada um dos 5.570 municípios brasileiros. Detalha-se o processo metodológico de construção do índice, fundamentado em referências nacionais e internacionais, e validado por especialistas através do método Delphi. O índice se destaca pela compilação de dados de diversas fontes e pelo potencial de uso por gestores públicos e sociedade civil. Além disso, representa um dispositivo institucional que amplia capacidades estatais e articulações intersetoriais. Conclui-se que a iniciativa contribui para o enfrentamento das desigualdades socioambientais, promovendo uma ação pública orientada à população infantojuvenil e baseada em evidências.

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Biografia do Autor

  • Júlia Alves Menezes, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)
    Doutora em Saúde Coletiva (Fiocruz), Mestre em Doenças Infecciosas e Parasitárias (Fiocruz), Licenciada em Ciência Biológicas (UEMG). Coordenação Geral de Ciências da Terra, Divisão de Impactos, Adaptação e Vulnerabilidade (INPE/CGCT/DIIAV), Laboratório de Análise de Indicadores para a Sustentabilidade (LADIS)
  • Hannah Arcuschin Machado, Universidade de São Paulo (USP)

    Doutoranda em ciência ambiental no Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental da Universidade de São Paulo (Provam/USP).

  • George Ulguim Pedra, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

    Tecnologista no Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

  • Jocilene Dantas Barros, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

    Doutoranda no Ladis da CGCT/INPE. Mestre em Geografia (UFRN)

  • Gustavo Felipe Balué Arcoverde, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

    Doutor e Mestre em Sensoriamento Remoto (INPE), Graduado em Geografia (UnB).
    Coordenador do Laboratório de Análise e Desenvolvimento de Indicadores para a Sustentabilidade (LADIS) 

  • Adalberto Felício Maluf Filho, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA)

    Secretário de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA.
    Mestre e Graduado em Relações Internacionais (USP).

  • Carlos Maurício da Fonseca Guerra, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA)

    Diretor de Meio Ambiente Urbano do MMA.

  • Eliane Ignotti, Ministério da Saúde (MS)

    Coordenadora de Vigilância em Saúde Ambiental do MS.

  • Pedro do Carmo Baumgratz de Paula, Vital Strategies

    Diretor executivo da Vital Strategies.

  • Danilo Moura, Unicef

    Especialista de Clima e Meio Ambiente do Unicef. Mestre em Administração Pública.

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BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

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Publicado

05-11-2025

Como Citar

INDICADORES E CAPACIDADES INSTITUCIONAIS NA INTERSEÇÃO SAÚDE-AMBIENTE: O ÍNDICE DE SAÚDE AMBIENTAL INFANTOJUVENIL COMO DISPOSITIVO DE AÇÃO PÚBLICA INTERSETORIAL. (2025). Planejamento E Políticas Públicas, 71. https://doi.org/10.38116/ppp71art10

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