O DESENVOLVIMENTO NA AMÉRICA LATINA DEPOIS DA CRISE FINANCEIRA DE 2008
Palavras-chave:
América Latina, crise financeira, desenvolvimento, desigualdade, pobrezaResumo
Este artigo trata do contexto em que a crise financeira de 2008 chegou à América Latina e ao Caribe. A quebra do Lehman Brothers em 2008, seguida de uma crise de crédito, interrompe o período iniciado em 2002 de crescimento econômico com redução relevante da pobreza e da indigência e queda discreta da desigualdade. Isto gera uma apreensão sobre qual seria o grau de resiliência econômica e social da região à crise financeira. Devido à forte desaceleração em 2009, as taxas de desemprego subiram e as taxas de pobreza pararam de cair. Mas, logo no ano seguinte, há uma rápida recuperação, com o acionamento de políticas ativas na área monetária, creditícia e fiscal. Principalmente, houve uma preocupação em manter e até ampliar os gastos sociais e proteger os setores mais vulneráveis da crise. Esta estratégia foi bem-sucedida, e os indicadores sociais continuaram a melhorar em 2010 e 2011. A preocupação que permanece é que as taxas de pobreza e desigualdade, ainda elevadas, só poderão ser enfrentadas reduzindo-se a heterogeneidade estrutural que gera diferenças significativas de produtividade entre setores e afeta o processo distributivo e a qualidade dos empregos. Para esta redução são necessárias políticas orientadas para a convergência produtiva, com o apoio de políticas macroeconômicas adequadas e o crescimento dos investimentos públicos e privados.
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