Página Principal  
site do ipea contato


Contato
A Pesquisa
Resultados
2ª Edição (2006)
1ª Edição (2002)
Parceria
Perguntas Freqüentes
Notícias
Veja Também
Entidades
Organizações Sociais
Revistas Digitais
Internacionais
Artigos
Apoio:
Rede Ipea

Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada - IPEA

Diretoria de Estudos
Sociais - DISOC

SBS, Ed. BNDES, 14º andar
Brasília - DF - 70.076-900

Fone: 61 - 3315 5282
Home > Resultados > 2ª Edição (2006) > Por região

Por região

Sul (Etapa por Telefone)

Os primeiros resultados da Pesquisa Ação Social das Empresas que o IPEA realiza, pela segunda vez, na região Sul, apontam para um aumento generalizado, entre 1999 e 2004, na proporção de empresas que atuam na área social, independentemente do estado, porte ou setor de atividade econômica em que se encontrem. Em 1999, 46% das empresas sulistas realizavam ações sociais em prol das comunidades. Em 2004, esse valor saltou para 67%, o que representa um crescimento de 21 pontos percentuais.

De acordo com a pesquisa, a proporção de organizações de menor porte (1 a 10 empregados) que realizaram algum tipo de ação social aumentou 18 pontos percentuais, passando de 41%, em 1999, para 59%, em 2004. No mesmo período, os empreendimentos de pequeno porte (11 a 100 empregados) registraram crescimento de 14 pontos percentuais (de 67% para 81%).

Segundo Anna Maria Peliano, diretora de Estudos Sociais do IPEA e coordenadora-geral da Pesquisa, além de terem apresentado o maior crescimento proporcional, são as microempresas que determinam a intensidade do aumento da atuação social das empresas sulistas. "Elas representam cerca de dois terços do universo empresarial e o seu crescimento foi semelhante à média observada para a região", diz ela.

Anna Peliano salienta também a atuação das empresas de médio (101 a 500 empregados) e grande (mais de 500 empregados) portes, que alcançaram, em 2004, 96% de envolvimento em atividades sociais. "Enquanto as grandes empresas apresentaram um crescimento pequeno entre 1999 e 2004 (5 pontos percentuais), justamente porque partiram de um alto nível de participação (91%, em 1999), as empresas de porte mediano ampliaram muito sua participação, tendo alcançado o mesmo nível de atuação das grandes".

Em relação à atuação por estado, os empresários de Santa Catarina são o destaque regional, com 78% de participação, o que representa um aumento de 28 pontos percentuais frente à edição anterior da pesquisa. O Paraná registrou, em 2004, percentual de atuação semelhante ao do Rio Grande do Sul: 63% e 62%, sendo que a proporção de empresas envolvidas em atividades sociais cresceu 14 e 23 pontos percentuais, respectivamente.

O levantamento aponta ainda que as empresas agrícolas se equipararam aos setores mais atuantes, com um aumento na proporção de empresas envolvidas em ações sociais de 47 pontos percentuais (de 29%, em 1999, para 76%, em 2004). Em menor proporção cresceu, também, a atuação social das empresas de serviços (29 pontos percentuais) e industriais (25 pontos percentuais). No entanto, o segmento da construção civil apresentou um decréscimo de 8 pontos, passando de uma proporção de 30% das empresas atuantes, em 1999, para 22%, em 2004.

Uma das novidades desta segunda edição foi o levantamento das ações sociais voltadas especificamente para o combate à fome. Os resultados apontam que cerca de 40 mil empresas envolveram-se em mutirões, campanhas ou programas governamentais e não governamentais. Este número equivale a 24% do total de empresas que realizaram algum tipo de ação social, em 2004. "Nesse caso, observamos que há diferenças expressivas segundo o estado em que se encontram, seu porte e o setor de atividade em que atuam", diz Anna Peliano. Destacam-se, no combate à fome, as  empresas do Rio Grande do Sul (36%), as de médio porte (32%) e as do setor de serviços (36%). No conjunto, a quase totalidade das empresas atuou doando alimentos (98%).

Na região Sul, cerca de um terço das empresas declarou não realizar qualquer ação social para a comunidade. Para cerca de 72% dessas empresas, a falta de dinheiro é o principal motivo que dificulta ou impede o desenvolvimento de ações sociais comunitárias. Uma parcela bem menor reclama da ausência de incentivos governamentais (6%), porém é pequena a proporção de empresas que não atua porque nunca pensou nessa possibilidade (7%) ou porque acredita que este não seja seu papel (6%). "Vê-se que, mesmo entre as empresas que nada fazem para fora de seus muros, há um conhecimento generalizado sobre a possibilidade de atuação no campo social", comenta Anna Peliano. "E isso é muito positivo".


Outros artigos desta seção:

Centro-Oeste (Etapa por Telefone)

Norte (Etapa por Telefone)

Nordeste e Sudeste (Etapa por Questionário)


Documentos deste artigo:

Pesquisa Ação Social das Empresas - Sul (Etapa por Telefone)
PDF - 450.9 KB