Os empresários do Nordeste estão engajados no combate às carências sociais da região. Mais da metade deles (55%) realizou algum tipo de ação social em 2000, investindo cerca de R$ 260 milhões, ou 0,2% do PIB da região. A cifra investida pelos empresários é significativa e tem grande probabilidade de crescer, uma vez que mais de 70% deles afirmaram que vão aumentar os benefícios destinados às comunidades carentes. Vale lembrar que os recursos investidos equivalem a cerca de 4% do gasto social federal na região, excluída a previdência social.
As 48 mil empresas que realizam ações sociais para a comunidade - incluem-se desde as que fazem pequenas doações eventuais até as que executam grandes projetos sociais - estão na Bahia (42%), são de pequeno porte (67%) e do setor de comércio (53%). Surpreendeu o número bastante reduzido de empresas que não executam qualquer espécie de ação social: 17 mil, ou 19% do total.
Os empresários voltam suas ações sociais para o binômio assistência social e alimentação. A área de assistência social é que mais recebe recursos do empresariado e concentra as atividades de metade das 48 mil empresas do Nordeste. Nota-se que numa região com tantas carências, a área de Educação não é o foco prioritário do investimento social privado e aparece em quinto lugar na preferência da iniciativa privada, com 13%.
É interessante observar que o perfil do atendimento no Nordeste varia, essencialmente, em razão do tamanho da empresa e do seu ramo de negócio, enquanto a localização espacial é uma variável que pouco influencia o modo como atuam no campo social. Assim, as microempresas dedicam-se mais à assistência, as médias conferem prioridade às atividades esportivas e as grandes, às de educação. Por sua vez, as empresas comerciais concentram-se em assistência social, as industriais, em apoio à cultura, e as de serviço, em alimentação e abastecimento.
Observa-se no Nordeste expressiva participação das micro e pequenas empresas em atividades de caráter social: 55% dos empreendimentos com no máximo dez empregados e 60% dos que têm entre 11 e 100 empregados deram a sua contribuição, apresentando, surpreendentemente, comportamento similar ao das empresas de maior porte, cuja participação na região é de 63%.
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