O setor privado do Sul é ator importante no combate às carências sociais da região. Isso é o que comprovam os resultados finais da Pesquisa Ação Social das Empresas na região. Das 165 mil empresas com um ou mais empregados, quase a metade (46% ou 75 mil empresas) realizou, em 1999, algum tipo de ação social voltada para comunidades. O montante dos recursos destinados pelos empresários para as atividades sociais foi de cerca de R$ 320 milhões. Excluídos os gastos da Previdência Social, o valor corresponde a 4% do gasto social federal na região e a 0,2% do PIB regional para o mesmo ano.
De uma maneira geral, a atuação no campo social é informal e focada nas comunidades carentes localizadas nas redondezas do negócio, onde predominam as ações assistenciais. Apesar disso, um grande número de empresas apóia atividades de alimentação, educação, desenvolvimento comunitário e saúde. Contrariando as expectativas, na medida em que a empresa cresce diminui sua participação na realização de ações de educação.
O Sul repetiu a pequena utilização de incentivos fiscais federais - restrita a menos de 1% das empresas. Tal fato se deve ao baixo valor dos benefícios, à inadequação da legislação às atividades realizadas ou, ainda, à falta de conhecimento dos incentivos existentes. Na região, avalia-se pouco e divulga-se menos ainda: somente 11% declaram efetuar avaliações documentadas e apenas 7% utilizaram algum meio de comunicação para divulgar informações sobre sua ação social.
Na percepção dos empresários do Sul, a participação do setor privado em ações de combate à pobreza traz resultados positivos tanto para os próprios promotores da ação como para seus beneficiários. Independentemente do tamanho do negócio, eles percebem que houve melhora na relação da empresa com a comunidade e nas condições de vida das populações atendidas. Além disso, entendem que a gratificação pessoal é também resultado importante da ação em prol dos mais necessitados.
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